Iniciei a terapia, agora com um homem.
Antes tive uma terapeuta, depois um psiquiatra depois uma psiquiatra e agora retorno a terapia com psicólogo. Prefiro os psicólogos, é uma terapia de construção, de vínculos e não entram medicações. Nunca usei drogas e por isso, talvez, eu seja chata com medicações. Tenho em minha família várias pessoas que abdicam de uma terapia por ser cara e longa e se atiram no primeiro psiquiatra que lhes prescrevem remédios para dormir, depois acordar e depois trabalhar.
Já fiz uso de medicações assim. E posso afirmar que, depois de 4 meses eu me sentia uma zumbi. Sim, eu comia, me banhava, trabalhava... Até transava. Mas de fato, eu não sentia dor, aflição, ansiedade, temor, amor... Eu não me indignava, meu sangue não fervia frente as injustiças... Eu apenas aceitava... Casa vez que chegava ao meu pico, de querer sair porta fora, vinha alguém e me convencia de que eu estava errada e eu me medicava. Me tornava novamente uma zumbi. Concordava, me banhava, comia, trabalhava...
Esse ano eu parei, bati o pé. Não vou usar nada...
E foi o ano em que me separei. O ano em que não concordei. E minha família não "curtiu". Ao meu lado, meu filho e dois gatos. Só. Somente estes!
Os demais, gritam que estou louca, que não vou conseguir nada com isso. Meu ex, tripudia o que pode, unindo-se aos meus familiares e fomenta a ideia que não sou boa com meu filho. Inventou terapia familiar... Fui. E fui exposta ao ridículo. Continuei, deixo evidente que não posso dividir uma sala com uma pessoa que me faz mal.
Vivi muito tempo e essa pessoa, se sentindo traída por eu não mais a querer, por ela mesma não ter ombridade de me conseguir um lugar pra viver, quer, ainda controlar meus passos.
Minha família teima em querer que eu use medicações. Claro, assim, eu concordaria na frente do juiz em voltar pra ele.
Disse que queria sentir cada dor. E eles se puseram a cooperar com todas que podiam! Enfim, continuo viva. Ainda não terminaram comigo. Resisto. Persisto. Insisto.
Continuo aqui, meu trabalho, meus amigos... Pois é... Foi gente que não é do meu sangue que me ajuda, dá uma palavra de ânimo, um conselho... E sigo.
Sei é confio na justiça divina. Creio que o que pedi, que foi abrir meus olhos, Ele me concedeu. Agora, lhe peço outras coisas. Pois o dia em que eu recuperar tudo que perdi (ou que me foi tirado), essas pessoas que hoje me querem ver por baixo, não poderão estar comigo. Não são confiáveis. Uma vez que, se por baixo lhe querem afundar, sempre terão essa postura. É triste não poder contar com os laços de sangue, mas pior é viver na escuridão.
Então, um dia, em breve, poderei olhar para trás e dizer: eu passei no teste.
Espero algo de bom.
Sei que está me esperando ali, onde o tempo faz a curva!
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