sábado, 21 de abril de 2012

E...
Ela se levantou da mesa
pagou por sua fanta
saiu repentinamente da vida de todos.

Ela saiu...
já não mais tão jovem ou bela
já cansada
já decidida

Saiu...
com olhos cheios de filosofia
com a vida em suas mãos
com a tristeza de desacreditar no ser humano
com os olhos repletos de uma sabedoria dada somente a aqueles que sobrevivem

... e continuou
a ser quem era
de maneira simples
de forma inegavelmente curiosa
inevitavelmente real

então, viu que não havia o que discutir com a vida.
seguiu o caminho dado
parou de rebelar-se
tornou-se mais uma pessoa na multidadão

se transformou em quem sempre quis...

solitariamente comum

domingo, 11 de março de 2012

Amores...


amores
Estava pensando em todo o tempo que dediquei aos meus amores, incluindo os maus sucedidos. Bem, coloco como bem sucedidos os dos meus pais, que aos trancos e barrancos a gente vai se entendendo ou aceitando, tolerando. Mas esses ainda são os mais fáceis, afinal, dificilmente deixariam de me amar – ah, não por ser eu uma pessoa especial no mundo mas por ser filha deles!

Amizades, bem, são tão poucas que nem gosto de contar, não enchem uma mão. Sou da opinião que melhor só do que mal acompanhada!

Tenho aqueles amores que jamais me serão meus: a genialidade, a escrita e o dinheiro, creio veementemente que dinheiro, definitivamente não será um dos meus amores, tão pouco amante...

Mas aqueles que de fato um dia amamos, e tentamos compreender como foi que aconteceu. Hoje, analiso um pouco mais friamente. Acho que um deles foi porque era proibido, totalmente. Porque era de fato, um pacto, selado com sangue como manda o figurino.

Outro, foi quase que uma disputa, um cortejo, um desafio grande a concluir. Foi difícil manter. E então, procurei por muito tempo um substituto, pois deveria terminar o que comecei.

Na verdade queria alguém para eu cuidar, amar, proteger e ensinar os truques dessa vida no mundão de Deus.

Quando tive meu maior amor, meu filho, compreendi que ali, realmente se iniciara o que me propusera com outros homens – homens só no censo, pois eram infantis perto do sentido maduro da palavra.

Jamais procurei um pai pra mim. Nunca precisei, pois quando era na idade de ter, o tive. Aceito meu pai como ele é, mesmo tendo minhas discussões, eu o amo e sei que não posso mudá-lo. Talvez seja isso que me falte com algumas pessoas: aceitá-las como são!

Lembro-me bem quando, há muito tempo atrás uma ex-sogra me disse: “tu é a mulher pro meu filho” – além de me sentir honrada, já que ela tinha um grande reconhecimento meu, parecia que ali alguém estava dizendo que estava ficando pronta para o “ser adulta”.

Em verdade, fui viver isso uns anos depois, com o nascimento de meu filho.

Hoje tenho dois trabalhos, se não fosse o tratamento de canal no molar, acho que poderia ainda dançar a noite e estaria bem às 6h 20min da manhã que me acordo diariamente.

Sou forte, muito forte. Sou frágil, muito frágil. Sou um ouriço-do-mar, cheio de espinhos por fora e uma gelatina por dentro. Faço cara feia só para não mexerem comigo, pra acreditarem que sou a mulher de ferro... mas em verdade, sou aquela que quer colo, que quer ser chamada de amada, de querida, meu amor... que quer ser puxada pelo braço de repente e ser beijada não importa onde. Que gosta de romantismos, que passa muito tempo olhando a lua sem nem mesmo saber exatamente o que a atrai tanto fazendo isso...

Meus amores sempre terão seus lugares em minha memória. Um lugar especial.

Hoje não me vejo com ninguém e tão pouco a procura de um. Acho que vivo um tempo de peregrinação solitária. Não é ruim. A solidão, que tanto me apavorou por quase toda a vida, anda me dizendo que podemos ser amigas. E sinto que na solidão, posso ver melhor as pessoas. Posso conduzir minha vida simples de maneira simples. Correria, jamais poderei evitar, parece que nasci pra tempestade... mas mesmo assim, hoje, me sinto mais livre quando finalmente disse adeus aos temores de outrora.

Eu, numa tarde quente de março, escrevendo por ter muito o que fazer e tão pouco tempo, mas o que é o tempo se aquilo se chama vida. O tempo, pra alguns pode ser o Chronos, os devorando, o relativismo do Einstein...

Eu tive tempo pra amar e amei profundamente, tive tempo de luto e o usei, tive o tempo do adeus. Agora vivo o tempo do hiato entre o antes e o depois – o agora é meio imprevisível... pois o futuro desconhecemos, o passado não tem concerto e o presente... depende de tantos fatores...

Penso que haverá um tempo pra cada coisa, assim aconteceu comigo. Sempre que estive preparada para algo, isso aconteceu. Então já não me aflijo muito com certas coisas... pois elas irão acontecer. Sinto as profecias que disse se encaminharem a se materializar no exato momento em que estiver pronta pra assumir!

Claro, existiram sonhos que não alcancei, mas eles não eram profecias! Sou uma mulher firme de convicções, mas muito flexível em certas ocasiões. Tive, certa vez que dizer o que por muitos anos ficou entalado dentro de mim e depois de analisar tudo, verifiquei que amava o passado, não o presente. Que mudei vertiginosamente e outros pararam no tempo... Ninguém pode ser culpado, cada um sabe o que lhe move, ou não sabe e mesmo assim o faz.

Sou difícil, quero as coisas como idealizei e sei que isso pode ser interpretado como infantilidade, controladorismo e até mesmo, sei lá, uma falta enorme de senso de realidade e aceitação dos demais. Mas não mordo, não jogo materiais inflamáveis nas pessoas, não trapaceio, não roubo, “não arranho discos ou cds, não quebro xícaras...” .

Então aqueles que me amam é porque passaram por cima de tudo isso, tiveram acesso ao meu interior gelatinoso, não tiveram medo dos espinhos. A estes devo todo meu carinho!!!


Algumas diferenças...


Pensamentos...

Antes eram ecos.

Qual a diferença?

Bem, andei pensando (quanta ironia...) sobre isso. Não posto nada faz tempo, mas escrever por escrever... também não tem sentido!

Então fiquei com isso na cabeça, a diferença entre ecos e pensamentos e me veio uma idéia, quando eram ecos é por que me sentia vazia, sem algo pra preencher, pensamentos se referem a ação de... como  diria meu amadinho Bion, uma máquina de pensar pensamentos.

Para sair desse vazio, me expus muito. Desde abrir o jogo e buscar resolver certas pendências em minha vida até mesmo de me autorizar a ser a adulta que sou. Pois, uma vez que, alguém cuida de tantos, deve, antes, saber cuidar de si! A terapia me foi extremamente útil nisso, mas foram por minhas forças que enfrentei cada dragão!

Hoje, são pensamentos!

Continua uma apaixonada pela vida, uma pessoa que crê em Deus, que sonha, que briga, que chora, que bate o pé, discute, ama...

Mas meus amores hoje são um pouco diferentes. Hoje consigo amar e deixar ir.

Meu filho anda super independente, e precisa e eu também. Amor é tudo que podemos dar, sem nada pedir em troca e ainda não esperar nem o adeus ou um olá.

Desapegar-me de passados, maravilhosos, mas desapegar-me, lembrar-me do que foi maravilhoso e entender que é lá que deve ficar é muito bom! A cerca de dois anos isso seria impossível pra mim. Nada como um dia depois do outro!

Agora ando trabalhando como uma louca. To amando.

Então, estou feliz. Estou grata por tudo.

E continuo pensando!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mudanças

Eu estava reavaliando muita coisa em minha vida (faço muito isso, acho que minha auto crítica é grande e tendo a me auto analisar por demais). Bem, ao completar 33 anos, dei uma olhada no meu passado, desde meu nascimento até os dias atuais!

Eu sei que nasci de uma mulher que não tinha o Ensino Fundamental completo, era costurera de calçados em Novo Hamburgo e fora mãe solteira por 8 anos. Meu pai, também não tinha muito estudo, filho de agricultores no interior do estado e descendentes de alemães (quase um guasca!), era motorista de ônibus. Morávamos num lugar que lembrava o antigo pessoal ali de onde antes de ter o Big  existia: casebres e uma pontezinha de madeira periclitante sobre um arroio.
Vim de lá! Sem perspectivas de uma vida melhor.

A vida deu a oportunidade ao meu pai em retornar a Brigada Militar e vir para Porto Alegre, onde fiz meu Ensino Fundamental em Escola Municipal. Lá na 5ª série, na primeira semana de aula minha professora de história nos disse, após um questionamento meu, que só pessoas importantes fazem história. Jamais aceitei isso!

Com o passar do tempo, fui estudando, me revoltei com a vida, bebi, me entorpeci, briguei, sai de casa, fui castigada com a cidade horrorosa de Pelotas... Sobrevivi...

Sai dessas coisas, me apaixonei, sonhei, tentei esquecer, constitui família quando acabara de entrar na faculdade, assumi tudo que deveria de fazer. Jamais me arrependo disso.

Fui adiante. Hoje, sentada aqui, escrevendo, percebo que mudei tudo. As perspectivas de alguém que nascera onde nasci era, de no mínimo de repetir o que recebera! Fui além.
Sou uma pessoa realizada profissionalmente. Sou culta, inteligente, crítica e reflexiva. Tenho medo de errar, de fazer coisas erradas... Amo meu filho e faria tudo por ele, na verdade eu já fiz e faço! Não tenho remorsos na nossa relação. Sou super protetora, amo, sinto ciúmes, tento controlar... sou uma mulher como as outras.

Acho que dificilmente arriscaria meu mundo por um outro amor, só se valesse a pena, só se me convencessem da segurança. Talvez seja por isso que desisti de certas pessoas. Continuo tendo muito a bem querer, mas dei dois passos atras pra não me machucar!

Mudei para viver dignamente e não mais de migalhas! Mudei em muita coisa.
Só não mudei em amar o mundo, as pessoas e acreditar que todas elas podem fazer as mudanças em suas vidas, é só querer e ter culhão pra absorver o impacto, para isso, não podemos ter medo!!!

Mudanças sempre são boas! Sempre! Por pior que pareçam ser!
A vida é uma aventura e não podemos viver em uma bolha!
De onde vim e onde estou, sinto orgulho da minha caminhada. Isso não quer dizer que não vá prosseguir, ao contrário, tenho mais força pra continuar!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mudanças possíveis

Ah, um dia chega a hora de mudar totalmente!
Bem, não coloquei silicone, nem mudei de sexo - o primeiro eu não preciso e o segundo Deus me livre! Finalmente dei entrada aos estudos da carteira de motorista, iniciei meu tratamento odontológico e tenhoi um plano de "carreira" na academia. Sim, acho que eu e a esteira seremos colegas de trabalho!
Precisava fazer de mim e assumir quem realmente sou: uma mulher forte.
Não preciso de alguém ao meu lado pra ser alguém, sou quem sou por mim mesma. Desejar ter uma pessoa que goste ao meu lado, seria bom, mas agora, "estou tão tranquila e tão contente"...
Essas são grandes novidades, muiiiiiitas mudanças esse ano! Era o que eu queria e finalmente chegou e hoje acredito na força que me move e nas certezas e incertezas da minha vida.


2012 começou bombando!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Férias...

Passei 11 dias no Uruguai em férias. Estava muito chataeada com as injustiças no meu trabalho, cheguei a solicitar uma lincença interesse de 2 anos devido aos atuais acontecimentos, fui a direção da escola. Não fico pelos cantos me martirizando mais, vou lá e digo o que é pra dizer!
Não recebi a Licença, a Diretora recusou-se aceitar a proposta pois me queria trabalhando com ela. Enfim, sai do Brasil com a cabeça quente e pensando que na volta resolveria.
Para minha surpreza, no dia 9 me chamam para uma entrevista para outra escola, mas não havia como sair do país e voltar a tempo no Brasil para a entrevista. Liguei para a escola, expliquei, e depois que já chegara no Brasil, dia 11 tive a entrevista para professora de 5º ao para turno da manhã. tenho um conhecido que diz assim: "quem fizer a besteira de selecionar teu currrículo e te entrevistar... só com muito azar pra tu não os convencer que és a melhor pro cargo!", bem, no dia seguinte, me ligaram para comparecer na segunda-feira seguinte para pegar os documentos e materiais para assumir o 5º ano pela manhã.
Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que ora, que reza... eu pedi muito para ter dois turnos. No meu planejamento era para ser de um jeito, creio, na provisão divina, e foi de outro jeito que conquistei o que queria. Lembro muito bem de algumas conversas com Ele: não peço facilidades, peço trabalho, se me deste dons, onde irei usá-los? Dá-me um trabalho pela manhã!

Estou muito feliz com as coisas. Nesse meio tempo muita coisa aconteceu. Já tive minhas perdas, desilusões (meu irmão ainda me fala: tu ainda não percebeu que não é pra te envolver... deixa de lado!), eu ainda tenho aquele "quê" de estar presente, de estar a disposição, de deixar claro o meu amor pelas pessoas que realmente gosto.
Isso tem dois lados: a decepção por uma idealização desse ser humano falho que todos somos e o de doar-se sem medidas. o primeiro é óbvio o segundo é opção minha.

O que importa agora é que estou realizada. Que comece o ano, que trabalhe bastante do jeito que eu gosto, aprendendo novas rotinas, fazendo novos laços...
ao meu Amado Deus, agradeço a minha vida e a de meus amores...
Férias de uma vida difícil, para poder realizar mais sonhos que tenho! Dia 23, começa tudo de novo, na novidade de espaços diferentes!
Agradeço a cada pessoa que torceu por mim!
Grata para sempre!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Paciência

Sabe quando se está apixonado? A gente lê e acha a coisa mais linda, lê como se tivesse alguém tocando a tua música favorita... uma melodia linda...

Mas quando se está com raiva, decepcionado com algo... lemos as frases feitas com nenhuma melodia, olhamos e pensamos em quão idiotas somos/fomos/seremos/ estivemos... ao ler a dias atraz e saber que era uma bobagem....

Eu ando  um pouco pessimista... não gosto mais das frases comuns, daquelas ditas por pessoas não me parecem conhecer o significante real da mesma. Não sou tão inteligente assim, se fosse, estaria bem longe de onde estou. Mas sofro de um mal profundo, o de ler, filosofar sozinha e depois, quando tenho sorte poder falar com pessoas inteligentes que me fazem pensar mais ainda - a que sou muito grata!
Exemplo, nessas férias, conversei com pessoas que já viajaram a metade do mundo, conhecem mais meu país que eu mesma, e a simplicidade com que se comunicam e querem falar contigo é algo sublime.
Agora volto e terei aqueles vermes a conviver comigo...Ah, me sinto Ícaro, que voou, mas depois caiu por causa do sol; ou então o cara lá da alegoria da caverna de Socrates e Platão... que sai e tenta contar o que viu do mundo... isso é que me causa melancolia, saber que estarei em torno de pessoas tão pequenas, vazias e no máximo medíocres.
Vão, fazem seu mísero trabalho, voltam para suas vidas, cometem seus erros... Eu acho que sou alguém que nasceu com muitas pulgas, não paro de me coçar... tudo me revolta, me indigna, me faz pensar sobre como seria melhor diferente...

Acho que estou ficando velha
acho que não adianta remar contra a maré
acho que sou uma heremita, uma pessoa fadada a solidão mesmo!

Não quero ler as frases com desconfiança, com desamor, com mania de grandeza...
Também não quero ser aquela inatingível...
quero a simplicidade e alegria em viver.
quero poder não perder o olhar de admiração ao pôr-do-sol de cada dia e recepcionar a lua ao anoitecer...
não quero perder meu amor pelo ser humano... a vontade de mudar...

Paciência, meus senhores, em boas doses...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sentimentos e despedidas

Estava eu assistindo uma uruguaia cantar - não me pergunte o nome, já esqueci! - e ela cantava sobre coisas que não queria esquecer: amor casa, tempo, vida, amigos, partilhas de lembranças.
Então, voltei e vi o quanto sou feliz com  minhas lembranças. O quanto as quero vívidas em meus pensamentos e talves seja para me consolar, para me fazer ver que vale a pena lutar pelo que se quer... eu fiz isso a mais de dez anos e valeu a pena. A diferença que não é preciso resgatar as mesmas lembranças, posso fazer outras que também sejam significativas.

Tennho a mania de querer controlar tudo, controlar para sempre ter. Isso é uma ilusão! Jamais se controla tudo, jamais controlaremos os demais, é apenas um jogo, uma peça de teatro, onde finjo te dominar e você finge ser dominado. No final da peça, ninguém mais se aguenta e aquele que amava perde tudo que julgava controlar!

As perdas também são inevitáveis, são piores para aqueles que se diziam donos, pois na verdade não há como ser dono de algo: ou quebra, ou foje ou morre. E teu domínio fez o que para mudar issso? NADA!

Por isso, passei 13 anos sofrendo pela perda de algo que nunca foi meu. Hoje sofro a despedida fúnebre de um querido parceiro, meu cachorro Spock. Foi pela displicência de um homem que ele adoeceu. não adiantou orientá-lo, não adiantou explicar... simplesmente, 8 meses, que poderiam ter sido 8 anos, foram postos fora com o sofrimento de um inocente. A vontade de esmurrar tal pessoa ainda não me saiu da mente. Não adianta vê-lo sofrer (o homem), queria ter certeza de sua dor, queria que tivesse os mesmos problemas, queria o cachorro no lugar dele. Uma vez que, o animal não responde por suas atitudes, mas os serres humanos sim.
Em minha mente, tento refletir sobre isso racionalmente e não consigo. Não consigo... não consigo.
Não consigo perdoar quem é irresponsável com a vida.
Sou severamente má com tais pessoas, sejam do despropério da vida humana, vegetal ou animal.
Parece que pessoas assim, nasceram faltando algo em sua alma: humanidade.
No sentido mítico, deve faltar a divindade oriunda do exercício de humaniodade, de empatia... Sofro, principalmente por aqueles que me são mais próximos!
Eu o odeio.
Odeio e não sei como olhar para uma pessoa que não faz o mínimo. Não foi por falta de orientação, por falta de investimentos, por falta de lembrar mensalmente sobre tudo... Foi falta de carater!
Carater, não se compra! ou se tem ou não se tem. Pode se imitar, fazer discursos, mas na ação, lá, quando não teremos os aplausos de ninguém é que o verdadeiro caratar é testado!

Meu sentimento por odiar é de repudiar mesmo, de não querer ver na frente! De extinguir qualquer contato.

Spock, o cachorro, nunca foi meu verdadeiramente, ele era uma passagem de vida que se cruzou com a minha. Fui também irresponsável quando o garanti a um imbecil. Fui conjuntamente uma terrivel pessoa quando o garanti a uma pessoa desalmada...
Tenho minha parcela também aqui. Mas ao homem que me refiro, não é um ignorante ou uma criança. Me refiro a alguém de mais de 30 anos, com família e nível superiir completo que foi criado com uma criação de podlles... vacinas eram obrigatórias....
Essa criatura, não vacinou o animal. Catou ele na rua, trouxe pra minha casa, me apeguei, cuidei e exigi que desse as vacinas. Ele deu sua palavra, ele quebrou sua palavra!

Nada mais me garante a volta daquele que amei, seja o homem de muitos anos atras, seja o cachorro que a essa hora pode estar sendo sacrificado no Brasil, graças a incompetência de um de seus donos! Eu no Uruguai, me remoo de raiva, e certamente já havia jogado alguma coisa nele a essa altura do campeonato!

As perdas, as despedidas, nunca são de fato, bem recebidas por nós, não gostamos de nos separar... mas é necessário.

Consegui, com muito esforço e terapia a dar adeus aos meus sonhos e delírios. Deixei livre meu amor.
Agora, a despedida de um outro ser amado... complicado, mas não impossível.
Com todos, em seus diferentes postos, amei na profundidade, apaixonei-me, dei todo o meu melhor!!! Nisso tenho a consciência tranquila. Do resto, não sei dizer...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Un regalo!

Un regalo, para nossos amigos que falam espanhol, significa dar um presente.
Presentes são, em geral, coisas aparentemente boas. Posso dizer que minhas férias estão muito boas, que recebi um bueno regalo, mas meu coração está com o cachorro que ficou doente e está aos cuidados de seu outro dono. Não confio muito no cuidado que os outros tem das minhas coisas, sou demasiadamente desconfiada.

Ser desconfiada é resposta a uma vida de sofrimentos, de perdas e poucas significações sobre isso. Algumas pessoas gostam dos meus conselhos, creêm que sou experiente, sábia... ah, como podem dizer isso! Sou apenas uma mulher cheia de frustrações, com medo do escuro, do que não tenho controle... tenho medo de continuar a perder!

"Regalos" perdidos, são tão tristes de pensar!!!
Mas a vida é perda e ganhos... um dia aprenderei que os verdadeiros regalos ficam em nossa memória, nos sentimentos que conseguimos ter e viver bem, e parar de querer tê-los concretamente. É uma caminhada... longa, difícil... mas vale a pena!