Eu tinha toda uma rotina de cuidados com meu corpo, com meu sono e tranqüilidade.
Mas, mesmo assim, com as massagens, com a dieta Ayurveda, as terapias... Faltava algo.
Faltava eu sair de um lugar que me oprimia.
Na primeira oportunidade, sem nem pensar o suficiente, sai.
Certo que vivi o inferno.
Todo o tempo só, era momento de chorar e de se desesperar. Certo que no dia seguinte, estava eu, maquiada, com sorriso no rosto e faceira. Sim, no meu trabalho estou sempre feliz com meus alunos.
A coisa toda ocorria quando não tinha ninguém, quando o filho, os cães, os gatos e qualquer pessoas não estavam por perto.
A solidão pode me cair bem. Mas o desamparo, este é pior.
Não ter um colo, não ter um ombro... Isso, certamente é o pior!
E na lei dos afogados, quando você encontra algo em que se segurar, não pergunta nada, só se prende.
Fiz essa grande burrada. Do pouco que tinha, sobrou quase nada.
Outras pessoas também me deixaram... É a única que restou, buscou me manipular com o poder que tem, neste momento, sobre mim.
Tudo nessa vida tem solução. Não desisto.
E se for pra fazer, vou fazer.
Dizem que o mal que se prática, volta.
E que inocentes recebem injustiças...
Mas eu não as queria!
Embora, possa, afirmar que de tudo isso só levo dois consolos em meu coração: minha fé e que não posso contar com as pessoas.
As relações de poder e manipulação, são mais interessantes.
Se viemos a este mundo para nos aprimorarmos, estamos sendo reprovados a cada esquina. O intensivo da vida, será cada vez pior.
Odeio me sentir abandonada. Se estou só por opção, é algo diferente de ser largada, como alguém que não faz diferença alguma na vida dos outros.
E mesmo assim, dolorida de tantas batalhas que me parecem sempre vencidas pelos outros, digo... Cambaleando.
Sigo.
Não posso desistir.
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